quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Visita de Estudo - LISBOA

MUDE - Museu do Design e da Moda


O Museu do Design encerrou ao público no Centro Cultural de Belém em Agosto de 2006. O novo Museu do Design e da Moda – MUDE abrirá ao público no Palácio Verride (Palácio de Sta. Catarina). No contexto internacional o MUDE possui um lugar singular pois reúne no mesmo espaço design e moda.
Tendo por base a colecção Francisco Capelo, adquirida pela CML, o museu reúne muitos dos mais emblemáticos objectos criados entre meados da década de 1930 e a actualidade. Mobiliário e pequenos objectos utilitários, reflectem os principais movimentos e tendências do design do século XX. A colecção conta com 1000 objectos e 1200 peças de alta-costura, encontrando-se a desenvolver uma política de aquisições. Em paralelo, vestuário, calçado e acessórios, maioritariamente de alta costura, tecem a história da moda durante o mesmo período. 

Museu Nacional de Arte Antiga

O Museu Nacional de Arte Antiga é o mais importante museu de arte dos séculos XII a XIX em Portugal. Inclui colecções de pintura, escultura, desenho e artes decorativas, maioritariamente europeias, e também orientais representativas das relações que se estabeleceram entre a Europa e o Oriente na sequência das viagens dos descobrimentos iniciadas no século XV, de que Portugal foi nação pioneira.
O museu encontra-se localizado em Lisboa, num palácio do século XVII, construído para os condes de Alvor, também conhecido como Palácio de Alvor-Pombal.

 





segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O capuchinho vermelho



Era uma vez uma menina tão bonita como não havia outra; a mãe gostava muito dela, e a avó mais ainda.
Tinham-lhe mandado fazer uma capinha vermelha com um capuchinho, que lhe ficava tão bem que toda a gente lhe chamava Capuchinho Vermelho.
Certo dia, a mãe fez um bolo e disse-lhe:
— Vai saber da avozinha, porque me disseram que está doente; leva-lhe este bolo e este boiãozinho de manteiga.

O Capuchinho Vermelho partiu logo para ir visitar a avó, que morava noutra aldeia. Ao passar pela floresta encontrou o lobo (que estava resolvido a comê-la, mas não se atreveu por causa dos lenhadores que andavam a cortar árvores), que lhe perguntou onde ia. A menina, que não sabia como era perigoso parar no caminho para falar com um lobo, respondeu:
— Vou visitar a minha avó e levar-lhe um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha mãe.
— E ela mora longe? — perguntou o lobo.
das borboletas e a fazer raminhos com as flores que encontrava.
O lobo não levou muito tempo a chegar a casa da avó. Bateu à porta: truz! Truz!
— Quem é? — perguntou a avozinha.
— Sou a sua netinha Capuchinho Vermelho — disse o lobo, disfarçando a voz. — Trago-lhe um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha mãe.

A boa avozinha, que estava de cama com uma constipação, gritou:
— Pega na aldraba e levanta o fecho.
O lobo pegou na aldraba e a porta abriu-se.
Atirou-se à avó e já se preparava para a comer num abrir e fechar de olhos, porque havia mais de três dias que não comia nada, quando a avó, muito assustada, fugiu e foi esconder-se no armário, fechando a porta por dentro.
O lobo apanhou a touca e os óculos da avó, pôs ambas as coisas e meteu-se na cama à espera do Capuchinho Vermelho, que dali a pouco veio bater à porta.
Truz! Truz!

—Quem é? — perguntou o lobo, mas já à espera do Capuchinho Vermelho.
O Capuchinho Vermelho, que ouvira a voz grossa do lobo, assustou-se, mas, julgando que a avó estivesse constipada, respondeu:
— Sou a sua netinha Capuchinho Vermelho. Trago-lhe um bolo e um boiãozinho de manteiga que manda a minha mãe.
O lobo disse, com uma voz muito meiga:
— Pega na aldraba e levanta o fecho.
O Capuchinho Vermelho pegou na aldraba e levantou o fecho, e a porta abriu-se.
O lobo, ao vê-la entrar, disse-lhe, escondendo-se debaixo do cobertor:
— Põe o bolo e o boiãozinho de manteiga em cima da arca e vem deitar-te ao pé de mim.
O Capuchinho Vermelho tirou a capa e ia meter-se na cama, quando olhou muito admirada para a avó e perguntou:
— Avó, porque tem uns braços tão grandes?
— São para te abraçar melhor, minha neta!
—Avó, porque tem umas pernas tão grandes?
— São para correr melhor, minha neta.

— Avó, porque tem as orelhas tão grandes?
— São para te ouvir melhor, minha neta.
— Avó, porque tem uns olhos tão grandes?
— São para te ver melhor, minha neta.
— Avó, porque tem uns dentes tão grandes?
— São para te comer.
E, dizendo estas palavras, o lobo mau saltou da cama para comer o Capuchinho Vermelho. Mas a menina gritou, gritou tanto, tanto, que os lenhadores que andavam na floresta vieram a correr para lhe acudir. E deram uma tareia tão grande no lobo que ele fugiu a ganir, cheio de medo e nódoas negras.
Depois, os lenhadores abriram o armário, dentro do qual a avó, coitada, tinha desmaiado com o susto.
Mas bastou molharem-lhe a testa com uma pinguinha de água fresca para ela abrir os olhos e ficar logo boa.
O Capuchinho Vermelho abraçou-se à avó e prometeu que nunca mais queria conversas com o lobo.
E ambas comeram o resto do bolo. O resto, sim, porque primeiro a avó tinha, cortado umas poucas de fatias para oferecer aos lenhadores que as tinham livrado daquele grande perigo.